“Restaurando a função da palavra: a comunicação com sentidos.” Muito se tem discutido sobre a desvalorização da palavra, sobre os ruídos, ou mesmo, a falta da comunicação, seja ela entre pais e filhos, professores e alunos, instituições e cidadãos e, ainda, entre pares. Isso, numa época em que os avanços tecnológicos criaram a possibilidade de comunicação em rede, em escala global. Mas, as redes sociais e a internet, efetivamente, ampliaram a comunicação entre as pessoas? O projeto pedagógico de 2018 aspira, portanto, criar um conjunto de oportunidades para que os alunos aprendam e reflitam sobre a comunicação, bem como desenvolvam suas capacidades e habilidades comunicativas, compreendendo que comunicar, conforme o Dicionário Caldas Aulete, é, entre outras acepções: tornar comum, participar, fazer saber; pôr em contato, em relação, ligar, unir; dar parte de, tomar parte em... Dar voz ao aluno, na sala de aula, é ajudá-lo a construir sua cidadania, é promover seu crescimento como ser humano – organizar o próprio pensamento, expressá-lo; ouvir o do colega; concordar, ou discordar dele, são situações que instigam a reflexão, o autoconhecimento – já que é no espelho do outro que me reconheço, igual ou diferente dele, o desenvolvimento da autoestima. Se a estrutura da instituição é desfavorável ao grande fórum, criemos vários menores, dentro do maior. Proponha-se que cada aluno traga um tema, que cada conjunto de alunos registre as palavras mais significativas surgidas durante o debate, que encontre sinônimos para elas, que construa frases usando-os, que... que... que... Permitir que nosso aluno faça uso de suas próprias palavras para expressar sua visão de mundo é re-significar o sentido tão esvaziado, tão falido dos vocabulários, é recuperar seu frescor, é reanimar suas cores desmaiadas.